sábado, 20 de junho de 2015

Mais do menos

Quando saímos de nossas casas, eles tentam nos contaminar.

Corremos como irresponsáveis que não querem ser aprisionados.

Rejeitamos as coleiras, tantos números não convencem.

E o orgulho reside em não se ajoelhar para essa gente que nada entende de viver e amar.

Somos mais do menos, abrimos uma garrafa para celebrar.

Meu tempo pode durar pouco, mas será meu.

Dedicamos cada risada tola àqueles que partiram sem jamais terem vivido.

Rejeitamos a escravidão daquilo que querem nos obrigar a pensar.

Somos mais do menos, somos muito mais sendo muito menos.

Eles rabiscam verdades de manuais, eles são bem adestrados.

Mas nós estamos aqui apenas para revirar latas e aproveitar nossas loucas e deliciosas presenças.

A vida não acaba no que os outros pensam; ela apenas começa ali.

Porque somos mais do menos, e sempre voltamos para inverter as lógicas desta indigência mental reinante.   

Qualquer julgamento será inútil.

Qualquer opinião será descartável.

E qualquer sabedoria pasteurizada será cuspida na calçada.

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