quarta-feira, 10 de junho de 2015

Direitos que não temos

Após sonhar e acordar, fico mais um tempo.

Mais um dia me cumprimenta nos furinhos da persiana.

Desejo um pouco mais, e levanto.

Talvez hoje seja o dia em que tudo faça sentido.

Me fortaleço, me encho de ânimo.

Quando o sol for embora e eu estiver sozinho sonhando novamente, talvez esteja triste mais uma vez.

Muitas almas sonham sem ter os caminhos e os meios.

E se realmente alguém estiver rindo e se divertindo com tudo isso?

Os carros parecem encaminhar-se à colisão.

Mas como pedir desculpas antecipadas?

São tantos os direitos que não temos, e são tantos os pedidos que não podemos fazer.

E se nada disso for real, qual terá sido o tamanho da tolice de viver?

Onde está a chave daquele mundo em que podemos voar, e voar?

Onde está o mapa que me leva a um lugar que seja só meu, em que eu possa descansar?

São tantos os que têm os direitos que não temos, e são tantos os pedidos que eles nem precisam fazer... 

2 comentários:

CÉU disse...

Um texto muito crítico, inteligente, como sempre, e muito interrogativo com sentido.
Temos direitos e deveres, mas parece k a "coisa" não está, em proporcionalidade direta.

Bom resto de semana.
Beijos, Bruno!

Bruno Mello Souza disse...

Obrigado, Céu!

Beijos.