domingo, 21 de junho de 2015

A caneta

Dia desses no bar presenciei o seguinte diálogo, entre uma promotora de alguma coisa, que trabalhava ali com seus materiais e planilhas, e seu chefe:

Ela: (...) Tá, e posso ficar com essa caneta?
Ele: Claro que não, querida. Paguei 180 dólares nela. Tu tem 180 dólares aí?

O homem sorriu, e olhou para mim, que observava ao lado, no balcão, a cena. 

Deu uma piscadinha de malandro, ao que respondi com um discreto -quase constrangido e incrédulo- sorriso.

Deve ter pensado "Como sou bacana".

E eu apenas pensava: "Que espécie de idiota paga 180 dólares por uma CANETA e ainda considera isso motivo de orgulho?".

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