quinta-feira, 21 de maio de 2015

Subidas e descidas

É quase noite, o dia foi longo.

Estou suando, e suando, e suando.

As pálpebras pesam, despencam, e eu faço um esforço sobre-humano. 

Solavancos me tiram a estabilidade.

Até o ar precisa fazer atalhos para se mover por aqui.

O caminho é longo, a vida é curta.

Entre os que descem, a falsa liberdade dos que não chegam.

Entre os que sobem, os olhos que ressecam no meio do trajeto.

Não há descanso ou fim de linha.

Os limites são dados por relógios e calendários.

Mas tudo segue, sempre segue, cegamente segue, neste ônibus lotado.

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