sexta-feira, 1 de maio de 2015

Sem carne, sem osso

Andando pelas ruas, ela sempre é olhada mas nunca é vista.

É como um fantasma, amado sem carne, sem osso.

Existe como um fluido, passeia por entre palavras que lhe aliviam mas não lhe curam.

O futuro sempre se esconde, ela vive mergulhada em seus sonhos.

Chora em seu confidente travesseiro, não sabe quem é, não sabe o que é.

Promessas imaginárias vão consumindo seus dias e nervos.

Flutua sem direção à espera de uma mão que lhe conduza.

Do chão, a boca que se abre e a engole.

Do firmamento, o silêncio e a angústia.

E a cada despertar, uma nova incerteza a respeito de quantas horas ou séculos ainda terá que aguardar.

2 comentários:

CÉU disse...

Olá, Bruno!

Espero que não existam mtas "elas", como a k você descreve em sua prosa, de facto, lúcida e interessante.

Aquele abraço!

Bruno Mello Souza disse...

Obrigado pela visita, Céu!

Abnação pra ti.