quarta-feira, 29 de abril de 2015

Um raio

Um raio cortou o céu.

Naquele lapso, ele teve sua ideia.

Um raio lhe partiu ao meio.

Naquela fração, ele viu o abismo à sua frente.

Como fugir se o olho do furacão está dentro de você?

Amores partem sem nunca terem chegado.

Corações se partem sem nunca terem pulsado.

O que, além de nada, ocorre nessa sucessão de vezes em que quase se é alguém?

Doa-se, deixa doer.

E a vontade de se transbordar bate sempre em seu peito.

Viver é amar, é teimar.

Viver é querer, é morrer.

2 comentários:

CÉU disse...

Olá, Bruno!

"Doa-se, deixa doer". Que trocadilho inteligente, você aqui escreveu!
Todo o sua prosa é muito real, e aquilo k você escreve demonstra seu caráter e sua maneira de estar e de ver o mundo.

Um lindo dia, co muitaaaaaaa vida.

Abraços.

Bruno Mello Souza disse...

Oi, Céu!

Fico muito feliz que tu gostes dos meus textos.

Um ótimo dia pra ti também.

Abraços.