quinta-feira, 30 de abril de 2015

Teatro de fantoches

O circo está armado mais uma vez.

Palhaços sem graça estão prontos para mais um espetáculo deprimente.

Eles não conseguirão limpar a sujeira que fazem.

Fantoches mobilizam sua superioridade esquizofrênica.

Está aí o show, eles fingem que têm algo realmente importante a dizer.

Mas fantoches não possuem vida própria.

Eles precisam de uma mão alheia escondida por baixo da roupa para indicar o que devem fazer.

Em um reino de mediocridades, só a mediocridade pode reinar.

E seria tolice esperar qualquer coisa diferente disso.

Uns precisam das desimportâncias dos outros para alimentar esta farsa.

Se não tivessem a mesquinhez que lhes mantém com suas poses, não encontrariam sentido na vida.

Os grandes egos precisam das menores coisas, existentes ou não.

Mas no fim, nada disso terá importância alguma.

Nada tem importância...

São apenas idiotas...

Nada tem importância...

São apenas idiotas... 

4 comentários:

CÉU disse...

Olá, querido Bruno!

Idiota é aquele k tem ideias, é?
Estou, apenas, aligeirando, o seu fantástico, critico e satírico texto poético.
Como você, e ainda sendo tão jovem, consegue ver o circo em que quase todos vivemos! Parabéns, mais uma vez!
Há novo post no meu blog. Gostaria de te "ver" por lá. Obrigada!

Bom fim de semana!

Te abraço, com carinho.



Bruno Mello Souza disse...

Obrigado pelas palavras, Céu!

Pode deixar que te faço uma visitinha.

Abração.

CÉU disse...

Agradeço, de coração, teu comentário, que, em poucas palavras conseguiu "dissecar" todo o meu poema.

Você, Bruno, é simplesmente, excecional, culto e sincero.

Boa sexta.

Abração.

Bruno Mello Souza disse...

Fico muito contente em ler isso. Tu tens um talento incrível, de fato.

Abração.