terça-feira, 21 de abril de 2015

Síndrome de Estocolmo

Quando o sorriso desvia, eu sinto medo.

Talvez eu esteja faminto, e precise me defender.

Se eu perco seus olhos por um segundo, a dor dura toda uma eternidade.

E foram tantas as vezes em que me avisei, mas nunca me ouvi.

Peço perdão a você e a mim mesmo, sempre em silêncio.

As pequenas existências parecem isoladas umas das outras.

E nas águas que as separam, sinto apenas dor.

Com suas ondas, você me traz todos os significados.

Com suas ondas, você leva tudo que tenho.

Eu sofro, eu amo, e neste cálculo distorcido, continuo me entregando.

Isso é tão desigual e desproporcional, continuo refém.

E com essa Síndrome de Estocolmo, eu reluto em me libertar.

Caio lentamente, não encontro meu leito.

Caio eternamente, não encontro meu chão.

2 comentários:

CÉU disse...

Olá, Bruno!

Tudo bem? Já sei k não tudo, pke está "sofrendo" do síndrome de Estocolmo, k tive de ir pesquisar para saber o que era. Interessante essa história!
Todos ficamos, alguma vez na vida, "reféns" de alguém, sentimentalmente falando, mas, como você, também, sabe nada é para sempre, nem o mal, nem o bem, graças a Deus.

Você tem uma grande e boa cultura académica, pke sendo tão jovem, ainda, consegue escrever com mta imaginação e mto corretamente, em termos gramaticais.

Dias felizes, querido amigo!

Abraço.

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pelas palavras, Céu!

Um grande abraço.