domingo, 12 de abril de 2015

Adiós, Salamanca

Salamanca querida, eu já imaginava que a despedida iria doer.

Mas não pensei que doeria tanto.

Nos teus braços, Salamanca, eu cresci.

Nas tuas ruas, Salamanca, eu me conheci.

E quando entristeci, Salamanca, ganhei teu colo na Plaza Mayor.

Quando me faltou oxigênio, tua Catedral Nova me deslumbrou e me fez respirar em paz.

Ah, Salamanca, que falta tu farás em minha vida!

Em ti, não há amargor que não se dissolva no sorvete de doce de leite argentino do Café Novelty.

Em ti, não há baixo astral que resista ao sanduíche de frango com queijo acompanhado de um milk shake de morango da Tahona de la Abuela.

Em ti, não há mágoa que não se afogue nos baldinhos de cinco Mahous do Puerto de Chus.

Ah, Salamanca, te levo comigo em meio às lágrimas da despedida que refletem todo o significado de alguns dos sorrisos mais lindos que tive o privilégio de ver, que terei a alegria de relembrar.

Levo comigo todo o afeto e carinho que passei a ter por ti.

Ah, bela cidade, tenho de ir, a vida me chama.

Mas ainda quero te encontrar por aí.

Nossa história não chegou ao fim.  

Adiós, Salamanca.

4 comentários:

CÉU disse...

Olá, Bruno!

Você estava vivendo em Salamanca ou de férias? Me desculpe, por fazer essa pergunta, mas, quero, apenas, entender essa sua paixão pela cidade.
Não conheço essa cidade espanhola, mas uma grande maioria delas são muito divertidas e culturalmente muito interessantes.

Lá voltará, se Deus quiser. A vossa "história de amor" irá continuar.

Um abraço.

CÉU disse...

Eu, de novo!

E que dilema, né?

Bruno Mello Souza disse...

Obrigado pela visita, Céu!

Bruno Mello Souza disse...

Eu vivi seis meses por lá, Céu.

Abraço.