quarta-feira, 4 de março de 2015

Gladiadores do Altar

Estava lendo aqui sobre os tais "Gladiadores do Altar", que vêm causando certa polêmica (leia aqui a matéria da Zero Hora).

Trata-se de um negócio meio dantesco, um bando de marmanjos grunhindo palavras de ordem religiosas, cegos e fanáticos.

Não sei para onde isso vai. Mas darei o benefício da dúvida de que a "militarização" se restrinja à postura tosca de marchas e gritos.

De todo modo, espanta essa necessidade de digladiar, lutar, querer impor uma visão religiosa sobre as outras.

O fanatismo mata, e estamos vendo isso todos os dias.

Um Deus que seja tão superior, tão feito de amor como apregoado, não tem porque odiar e castigar quem simplesmente pensa diferente de seus princípios. Do contrário, seria somente mais um ditador.

Fiéis que sejam tão bondosos sequer precisariam ser guiados por dogmas ou livros.

Eu, pelo menos, não sinto nenhuma falta desse tipo de coisa, sigo minha consciência, e sigo bem, com minhas próprias noções de certo ou errado, coincidindo em algumas coisas, colidindo com outras, da dita "palavra de Deus".

Particularmente não creio que eu precise de um manual de instruções para me dizer que matar e roubar é errado, ou outras coisas.

Respeito todas as religiões e visões acerca do mundo e da vida. Mas não respeito o desrespeito a alguém porque acredita diferente ou simplesmente não acredita.

Sobre o assunto e aquilo que penso, ainda recomendo, modestamente, outros dois textos que escrevi no DC: "Ditadura de Deus" e "O Deus de Feliciano".

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