quinta-feira, 12 de março de 2015

Batida monótona

Palavras vão ficando pelo caminho.

Sob o sol, os anseios perdem legitimidade.

Não tenho o direito de ser tão contagioso.

Não tenho o direito de destruir seu mundo.

Eu posso morrer aos poucos, não me preocupo.

Aprendi a lidar com isso.

Essa batida é monótona.

A exaustão não traz resposta alguma.

Essa procura terminou, e creio que nunca vamos nos encontrar.

2 comentários:

Patryck Leal Gandra disse...

Bruno Mello Souza,

Um poema com tom de tristeza e melancolia. A pessoa em si não deseja prejudicar a outra, preferindo sair no prejuízo. Estou correto?

Abraços.
Participe do Super Quiz:
Sétimo desafio

Bruno Mello Souza disse...

Olá, Patryck!

Gosto sempre de deixar o que escrevo aberto a todo e qualquer tipo de interpretação. De todo modo, sim, é uma boa interpretação a que tu fizeste.

Abraços!