segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Espelhinhos e badulaques

Estão todos nos seus postos.

E não importa se está frio.

Isso bem poderia ser um grande frigorífico.

Eles começaram, eles vão até o fim.

O ritual inclui cada pequeno detalhe.

Isso pode ir ainda mais fundo.

Mais fundo e mais fundo.

Quem vai limpar essa sujeira toda pela manhã?

Compra e venda, capital negociável.

Os atrevimentos são relativos.

E o inaceitável torna-se pura ingenuidade.

É o novo mundo, terra à vista.

Traga um espelhinho, traga um badulaque.

Um idioma distinto pode resolver todos os seus problemas.

Tudo está perfeitamente alinhado para a destruição.

Chegou a hora da encenação de liberdade.

Chegou a hora dos risos enlatados.

Mas os próximos dez minutos não têm importância alguma.

Ninguém tem certeza de que eles existirão.

É apenas um novo jeito, um redescobrimento.

É apenas um novo flash sobre os animais exóticos.

Recém descobertos.

E tão contentes.

Recém descobertos.

E tão felizes.

Recém descobertos.

E tão satisfeitos.

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