quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Coreografia

Ela corre pelo gramado com seus pés descalços.

Eu corro, eu tropeço com meus tênis furados.

Talvez eu nunca a alcance.

Ah, seria bom se conseguisse.

Mas brincar assim já me deixa um tanto contente.

Ela sorri de um jeito que só ela consegue.

Eu sou esse sonhador que ri, que chora, que não quer perdê-la de vista.

Fazemos uma coreografia de movimentos desajeitados.

Ela, graciosa; eu, engraçado, perdendo-me com minhas próprias pernas.

É tudo simples e grandioso, porque aqui e agora tudo faz sentido.

Somos o próprio universo e todas as suas respostas.

Compartilhamos um momento doce, não nos perdemos um do outro.

E podemos rolar, e podemos nos observar. 

Luz divina em seus olhos que brilham.

Nos meus, esse amor intenso a tudo que ela me traz. 

E eu tenho algo em que posso pensar todas as noites.

E eu tenho sonhos para sonhar, mesmo que nunca mais acorde.

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