quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

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Ela ainda é uma criança.

E tem que conviver com essa carga genética demasiada.

E tem que sobreviver em meio aos estigmas.

A natureza às vezes é cruel e injusta.

Mas a forma como ela sorri para sua mãe é um encanto.

É como se dissesse "está tudo bem".

É como se dissesse "obrigado por todo esse amor".

Uma pequena menina, um olhar doce de quem não espera da vida mais do que vida.

E se rirem dela, ela sorrirá.

É a resposta ingênua e deliciosa.

Quão medíocres são seus grandes problemas?

Ela ainda é uma criança.

E sua existência talvez seja um milagre.

Quão tacanhas são suas ambições de dominar o mundo?

Ela ainda é uma criança.

E vence todos os dias os dedos que apontam sem piedade.

Quão microscópicas são suas glórias homéricas? 

Ela ainda é uma criança.

E é um oásis da pureza que sobrou.

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