segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Terceirizados

Eles são os entendidos.

Eles dizem o que é bom.

Eles dizem o que é ruim.

Eles dizem do que devo gostar.

Eles dizem o que devo querer.

Eles dizem com o que devo sonhar.

Mas não quero ser o que eles querem que eu seja.

Não vou terceirizar meus sentimentos.

Não vou terceirizar meus gostos.

Não vou terceirizar minhas vontades.

Não vou terceirizar meus sonhos.

Eles dão tudo pronto, apenas folheie estas páginas.

Mas eu não vou terceirizar meu coração.

Eles têm a receita do sucesso e da vitória para a qual estou me lixando.

Não, eu não vou terceirizar minha alma.

2 comentários:

Franciéle Romero Machado disse...

Olá!

Interessante a colocação da palavra terceirizar. Assim que vi o título me chamou atenção em saber do que estava se tratando o poema.
É uma crítica a um mundo assim onde tudo é terceirizado, até mesmo a arte, a música...O que querem que sejamos, seguir um padrão o qual acham o certo. Muito menos deixar também o coração virar manipulado de um mundo insano!

Assim, belos versos. Gostei! :D
Abraços e tenha uma boa tarde!

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pelas palavras, Fran!

Abraços!