quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Nova guerra

Rostos sujos, vidas esquecidas nas esquinas.

Eles andam por aí, rasgando-se para não serem enxergados.

Aprendemos sobre morte e suicídio, e caminhamos rumo ao nosso abismo.

Pela janela, a paisagem mais bonita.

Mas nunca estamos aqui para ver.

Crianças apontam umas para as outras.

De seus dedos, o estouro.

De seus risos, o fim de cada dia.

E tudo se reproduz, façamos uma nova guerra.

Sempre há algo mais para patrolar.

Quando pouco é tudo que se tem, sorrir é o que sobrou.

Quando você sofre, não é tão bom ter tudo no lugar.

Então, veja que se trata de uma impossibilidade.

Sua mente é mentirosa, ouvindo coisas que nunca foram ditas.

Sua mente é equivocada, projetando imagens que dela jamais sairão.

E tudo que você quer é miseravelmente diferente daquilo que você pode.

Não, não haverá compreensão, e ninguém tem culpa disso.

E sempre haverá alguém à sua frente.

E sempre haverá alguém acima.   

Algumas coisas estão consolidadas.

Alguns finais são bem conhecidos.

Nem sempre as estrelas têm algo a contar.

Nem sempre há algo para esperar.

Nem sempre há sonhos para se sonhar. 

Não para quem está passando tanto frio.

Não para quem só pode se aquecer com o fogo das explosões. 

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