terça-feira, 18 de novembro de 2014

Nascido aos 29

Um oceano, uma dor adocicada.

Eu não sabia que esta corda era tão comprida.

O vínculo não se rompe, torna-se mais forte e resistente. 

Sento-me entre as folhas, respiro.

E recordo histórias dos tempos em que a tristeza era minha rotina.

Eu era jovem demais para apreciar a beleza das coisas mais simples.

Eu não sabia admirar a arte divina dos eclipses solares da minha vida.

E agora tudo está mais claro e iluminado, mesmo quando anoitece.

Ainda tenho muito para aprender.

Mas me conheço melhor do que nunca, e fico mais e mais forte.

Agora tenho tanto por agradecer.

Aquele sorriso é uma bênção, e me faz viver, me faz querer, me faz vencer cada dia.

Tenho tantas boas notícias para dar.

E tanto amor para lhe entregar em mãos.

E se agora choro, é de alegria.

O coração ainda pesa, mas é de carinho.

Desculpe-me por meus excessos.

Mas preciso valorizar cada segundo.

Nascido aos 29, preciso de mais intensidade para compensar.

Aqui está meu mundo, em suas mãos.

Cuide dele, não deixe que a dor do vazio se reaproxime nunca mais.

Pelo caminho, ficam os que não sabem amar de verdade.

São os pobres de espírito que não veem a beleza latente de quando os olhos se encontram, preenchidos de sentimento.

Eu morri na tempestade, sou a semente das cores que estarão todas as manhãs na sua janela.

Serei eu mesmo, não serei o mesmo.

Para o céu, levarei todas as minhas esperanças.

E por entre as nuvens, desenharei meu futuro, utopia ou sonho.

É assim que sou hoje.

É assim que sempre quis ser.

Nenhum comentário: