terça-feira, 11 de novembro de 2014

Canção cafona

Saio por aí, flutuando.

Que sonho é esse?

Que imensa tolice é essa?

Tanto faz, pois tolices são para os tolos, e sonhos são para quem acredita.

Não me importo, pois o sol fica gelado quando nossas mentes se distanciam.

Mas você sempre chega na hora certa para descongelar meu coração.

Não tenho início nem fim, e agora estou mergulhado até a alma.

Quando sou lembrado, crio meu encanto, e sigo em frente.

Você não pode ver, mas eu sorrio.

Sim, sim, eu sei sorrir.

Às vezes digo o que sinto usando alguma palavra que possa anular minhas verdades, logo depois.

Me faz bem, mas é corrosivo.

Nem sempre se pode parecer integral.

E se precisar, levarei a caixa fechada a sete chaves.

E caminharei, caminharei, caminharei, até que eu possa entregar, até que algo faça sentido.

Por enquanto, levito em meu próprio mundo, amando sem ser ridículo, como se isso fosse possível.

E canto alguma canção cafona, que possa conversar comigo nas noites de solidão.

É quando eu posso ser eu mesmo, abraçado ao travesseiro.

É quando eu posso ser franco, falar verdades completas, e sentir sem precisar de permissão. 

É quando eu posso ser realmente livre, ser eu mesmo sem necessidade de asteriscos ou notas de rodapé.

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