sábado, 29 de novembro de 2014

Longe da realidade

Em cada canto, encontro fragmentos de mim.

Mas não consigo me completar.

Então vasculho mais e mais.

Nesta mesa, eu e o copo, olhando-nos fixamente.

É minha única companhia, tudo que ameniza.

É minha fuga, tudo de que não preciso.

Sob a luz baixa, vejo os dentes.

Muitos e muitos dentes, por todos os lados.

Todos estão rindo e falando animadamente.

Sou sempre um observador fora do cenário.

E pra eles tudo parece fazer tanto sentido.

Para mim, tudo é distração.

Busco apenas alguma ilusão para fazer o tempo passar.

Estou longe da realidade.

E vivo aquilo que não existe para ter um motivo.

Porque à noite, tudo será igual.

E eu acho que todas serão exatamente assim.

Carregando sonhos para o travesseiro.

Entregando-me a um mundo em que eu possa ser o que quero.

Aconchegando-me no abraço cujo significado não posso conquistar enquanto estou acordado.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

10 momentos inesquecíveis de Chaves

Morreu Roberto Gómes Bolaños. Sua criação, plasmada principalmente por Chaves e Chapolin, marcou algumas gerações. Eu cresci vendo os dois. Sempre preferi o primeiro. Então, como singela homenagem, este blog apresenta 10 momentos inesquecíveis de Chaves. 

10ª posição: Chaves em Acapulco (assista aqui).

9ª posição: Seu Madruga mostra seu álbum de fotos (assista aqui).

8ª posição: Chaves no cinema: "Teria sido melhor ir ver o filme do Pelé" (assista aqui).

7ª posição: Chaves é injustamente acusado de roubo neste episódio. Um dos momentos mais comoventes da história do seriado (assista aqui).

6ª posição: O livro de animais (assista aqui).

5ª posição: O julgamento do caso da morte do gato do Kiko é um épico comparável ao filme daquele advogado, o Pede Mais Um (assista aqui).

4ª posição: Kiko doente (assista aqui).

3ª posição: Chaves e Kiko explicam toda a sua arte conceitual para o Professor Girafalles (assista aqui).

2ª posição: Diante de um grande engano, Seu Madruga pensa que está prestes a morrer (assista aqui).

1ª posição: "Já chegou o disco voador!" (assista aqui).

Destino errado

Mãos vazias, meu tempo está indo embora.

Na verdade não sei se tenho esperanças para esperar.

Dentro de mim, chove e faz sol.

Não tente me entender, por favor.

Eu precisava de algo mais para me alimentar.

Mas agora talvez eu saiba qual é o meu lugar.

E talvez eu saiba que nada me tirará de lá.

Mas eu precisava de algo mais para me alimentar.

E talvez agora eu saiba quem eu sou.

Haverá como reescrever essa história?

Não há nada para entender, se a culpa é toda minha.

Eu me envolvi nessa areia movediça, eu sabia o que aconteceria.

E agora estou levado até o pescoço.

Tudo se foi sem sequer ter chegado.

E jamais chegaria...

Porque nem sempre os sonhos fazem sentido.

Se eu tivesse alguma certeza, eu lutaria, juro.

Mas sei que a culpa é toda minha.

Pois sempre escolho o lado errado da estrada.

É o ciclo eterno da minha existência.

E continuarei andando por esse caminho.

E continuarei sendo um bobo incorrigível.

Porque meu destino é o destino errado.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Jogos de contorcionismo

Uma nova palavra para o dicionário.

Tantos são os que acham que enganam.

Mas ele conhece toda essa arquitetura.

São os mesmos jogos de contorcionismo.

É assim que se faz a manutenção.

São os mesmos jogos de movimentos certeiros.

É assim que se faz todos se perderem.

A escravidão é mantida sob a promessa de um amanhã que nunca chegará.

A carga é sempre a mesma, pesando sobre as costas.

Mas ele sabe tudo sobre este cansaço.

Mas ele sabe tudo sobre ser sempre a mesma coisa.

Mas ele sabe que nada mudará jamais.  

A cueca de 20 euros

Jerry Seinfeld sabiamente já disse: nós, homens, usamos cuecas até o limite aceitável; não jogamos no lixo uma cueca até que ela tenha se desintegrado completamente; não nos livramos dela até que tenha se tornado vapor de cueca.

Pois, assim mesmo, por mais dolorosa que seja a despedida, um dia ela acontece. 

O luto é terrível, a sensação de vazio, de perda, é quase indescritível.

Mas há de se levantar a cabeça e olhar para frente.

Para mim, hoje foi um desses dias.

Diante do adeus a uma já agonizante cueca, tive de seguir em frente sem olhar para trás.

Tratei de buscar a reposição.

A fila anda, afinal.

Saí à procura da minha primeira cueca espanhola.

E foi árduo, foi difícil.

A cada nova loja, um golpe no coração.

Até onde minha paciência e meus pés permitiram pesquisar, constatei que os preços variam de 20 a 30 euros, o que daria, bem grosseiramente, de 60 a 90 reais, mais ou menos.

Sim, isso mesmo: uma cueca, uma unidade de cueca, de 20 a 30 euros.

Comprei uma de vinte.

No Brasil, com esse valor, compraria umas nove, no mínimo.

E agora, farei dessa cueca minha grande riqueza.

Pelos meus cálculos, pelo que paguei, deverá durar umas três gerações.

Ela estará no meu testamento.

"Meu filho, pra você, deixo minha cueca de 20 euros".

E ele sairá com os olhos marejados, emocionado com o reconhecimento.

"Eu te amo, papai! Eu sabia! Eu sabia que ele me amava!"

Fato é que isso muda substancialmente a vida de um sujeito como eu.

Como não mudar a postura?

Como fingir que nada mudou?

Até hoje, eu era apenas um homem.

Agora, sou um homem com uma cueca de 20 euros.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Paleta de cores

Levante-se logo, eu lhe ofereço a mão para isso.

Conheço você, e tudo o que você pode.

Então apenas confie no que digo, acredite em si.

Você sabe como abrir o céu, você sabe flutuar sobre o oceano.

Não hesite, apenas siga.

Não haverá solidão neste caminho, porque estarei aí.

São tantas as cores que você tem nesta paleta.

Então não se deixe levar por essa gente em preto e branco.

Você é muito mais, muito mais.

Seus fins são maiores e mais lindos.

E quando o caminho estiver escuro, faça do seu sorriso sua lanterna, iluminando seus passos. 

Então experimente voar, experimente encher os pulmões.

Não há limites para os sonhos.

Tudo vai dar certo, tenha certeza.

domingo, 23 de novembro de 2014

Sobre a solidão

A solidão é um dia nublado.

É ver as horas passarem do seu quarto.

É ouvir uma banda da qual você gosta debaixo das cobertas.

A solidão é um dia de sol, isolando-lhe em seu mau tempo.

É deixar cada minuto morrer lentamente.

É estar ausente de si mesmo.

É pensar sem pensar.

É dormir e dormir.

E não querer levantar.

sábado, 22 de novembro de 2014

Deixe o tempo voar

Quando eu era criança, você me ensinou sobre o amor.

Envelheci, embruteci.

Tudo parecia mentira, e eu queria verdades cortantes.

Eu precisava me revoltar com algo, eu precisava me encontrar.

Hoje vejo que você falava a verdade, e que havia ago bom dentro de mim.

E se nesse momento está difícil respirar, tenha certeza de que vai passar.

Toda dor passa.

Estamos juntos, desde sempre.

Agora eu posso entender as coisas que você me falava.

E descanso comigo mesmo.

Então, descanse também, deixe o tempo voar.

Em breve, tudo ficará bem, eu posso garantir.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Medalhas e honrarias

Responda aquilo que ninguém pode captar.

Seja capaz de colocar fogo nestes dogmas.

Eles fazem caras e bocas.

Eles querem mais e mais, alimentado uma vaidade tacanha.

Eles pensam que intimidam, são apenas idiotas.

Rangem os dentes, enquanto eu apenas rio.

Papeis estão nas estantes e também no lixo do banheiro.

No fundo, todos estão sujos com a mesma coisa.

Mas sempre haverá uma plateia para este espetáculo de aparências.

E todos fingirão que isso tinha alguma importância.

Colocando medalhas e honrarias sobre uma caveira.

Satisfazendo a vontade de ter algo para contar e se gabar.

Agora eu estou gritando sozinho sobre a montanha.

Eu estou livre, livre para viver.

Agora eu sei o que sou, pronto para descer em alta velocidade.

Eu estou livre, livre para morrer. 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Frio e febre

Gostaria de contar-lhe o quanto esse dia esteve frio.

Gostaria de poder dizer-lhe que estive febril.

Estou sozinho com meu peito e meus pensamentos.

Às vezes, saio voando, perco o chão. 

E sei o quanto isso é perigoso.

Peço para o coração parar de pulsar assim, parar de mentir.

Eu não tenho um recipiente para guardar meus melhores sentimentos.

Eu não tenho como guardar o presente, não tenho como aguardar o futuro que muda a cada movimento.

E neste anacronismo que destrói desejos sinceros e esperanças do fundo da alma, foram tantos os que perderam o trem da vida.

E neste anacronismo que rasga os livros com as histórias mais lindas, foram tantos os que desistiram de ter um dia feliz.  

Foram tantos os que se afogaram em suas próprias limitações, nos fluidos que fazem este relógio se mover.

Um abraço faz falta, e o riso fácil de uma bobagem qualquer.

Um carinho faz falta, e a certeza de que tenho uma acolhida mesmo sob a pior tempestade.

Mas não vou desistir.

Não até que minha última gota de sangue tenha beijado o solo.

Mas não vou desistir.

Não até que eu não seja mais eu.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Nova guerra

Rostos sujos, vidas esquecidas nas esquinas.

Eles andam por aí, rasgando-se para não serem enxergados.

Aprendemos sobre morte e suicídio, e caminhamos rumo ao nosso abismo.

Pela janela, a paisagem mais bonita.

Mas nunca estamos aqui para ver.

Crianças apontam umas para as outras.

De seus dedos, o estouro.

De seus risos, o fim de cada dia.

E tudo se reproduz, façamos uma nova guerra.

Sempre há algo mais para patrolar.

Quando pouco é tudo que se tem, sorrir é o que sobrou.

Quando você sofre, não é tão bom ter tudo no lugar.

Então, veja que se trata de uma impossibilidade.

Sua mente é mentirosa, ouvindo coisas que nunca foram ditas.

Sua mente é equivocada, projetando imagens que dela jamais sairão.

E tudo que você quer é miseravelmente diferente daquilo que você pode.

Não, não haverá compreensão, e ninguém tem culpa disso.

E sempre haverá alguém à sua frente.

E sempre haverá alguém acima.   

Algumas coisas estão consolidadas.

Alguns finais são bem conhecidos.

Nem sempre as estrelas têm algo a contar.

Nem sempre há algo para esperar.

Nem sempre há sonhos para se sonhar. 

Não para quem está passando tanto frio.

Não para quem só pode se aquecer com o fogo das explosões. 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Nascido aos 29

Um oceano, uma dor adocicada.

Eu não sabia que esta corda era tão comprida.

O vínculo não se rompe, torna-se mais forte e resistente. 

Sento-me entre as folhas, respiro.

E recordo histórias dos tempos em que a tristeza era minha rotina.

Eu era jovem demais para apreciar a beleza das coisas mais simples.

Eu não sabia admirar a arte divina dos eclipses solares da minha vida.

E agora tudo está mais claro e iluminado, mesmo quando anoitece.

Ainda tenho muito para aprender.

Mas me conheço melhor do que nunca, e fico mais e mais forte.

Agora tenho tanto por agradecer.

Aquele sorriso é uma bênção, e me faz viver, me faz querer, me faz vencer cada dia.

Tenho tantas boas notícias para dar.

E tanto amor para lhe entregar em mãos.

E se agora choro, é de alegria.

O coração ainda pesa, mas é de carinho.

Desculpe-me por meus excessos.

Mas preciso valorizar cada segundo.

Nascido aos 29, preciso de mais intensidade para compensar.

Aqui está meu mundo, em suas mãos.

Cuide dele, não deixe que a dor do vazio se reaproxime nunca mais.

Pelo caminho, ficam os que não sabem amar de verdade.

São os pobres de espírito que não veem a beleza latente de quando os olhos se encontram, preenchidos de sentimento.

Eu morri na tempestade, sou a semente das cores que estarão todas as manhãs na sua janela.

Serei eu mesmo, não serei o mesmo.

Para o céu, levarei todas as minhas esperanças.

E por entre as nuvens, desenharei meu futuro, utopia ou sonho.

É assim que sou hoje.

É assim que sempre quis ser.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Fragmentos

Sob a luz da lua, você é o contraste.

E no frio, as chamas se acendem em seus olhos.

Não há solidão quando fantasmas surgem logo acima de sua cama.

E então o que você preferia enquanto encarava seus medos?

Com as pernas tremendo, e o sangue congelado, onde estão todas as certezas?

O que surge entre as nuvens não era bem o que você esperava.

Você acredita no que não conhece, prometendo sobre bases erradas.

As mesmas palavras têm tantos significados diferentes.

É nessa hora que nosso mundo convulsiona e entra em erupção.

Procuro proteção, escondo meu coração em algum canto a salvo enquanto corro da lava que desce inapelável.

Abandono a mim mesmo e sou engolido.

Mas eu não podia fugir da fuga.

Por favor, acredite no que não digo.

E recolha meus fragmentos espalhados pelo chão.

Juntos sobre a mesa eles farão algum sentido.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Canção cafona

Saio por aí, flutuando.

Que sonho é esse?

Que imensa tolice é essa?

Tanto faz, pois tolices são para os tolos, e sonhos são para quem acredita.

Não me importo, pois o sol fica gelado quando nossas mentes se distanciam.

Mas você sempre chega na hora certa para descongelar meu coração.

Não tenho início nem fim, e agora estou mergulhado até a alma.

Quando sou lembrado, crio meu encanto, e sigo em frente.

Você não pode ver, mas eu sorrio.

Sim, sim, eu sei sorrir.

Às vezes digo o que sinto usando alguma palavra que possa anular minhas verdades, logo depois.

Me faz bem, mas é corrosivo.

Nem sempre se pode parecer integral.

E se precisar, levarei a caixa fechada a sete chaves.

E caminharei, caminharei, caminharei, até que eu possa entregar, até que algo faça sentido.

Por enquanto, levito em meu próprio mundo, amando sem ser ridículo, como se isso fosse possível.

E canto alguma canção cafona, que possa conversar comigo nas noites de solidão.

É quando eu posso ser eu mesmo, abraçado ao travesseiro.

É quando eu posso ser franco, falar verdades completas, e sentir sem precisar de permissão. 

É quando eu posso ser realmente livre, ser eu mesmo sem necessidade de asteriscos ou notas de rodapé.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Reunindo forças

O cansaço toma cada célula do meu corpo.

Mas sabemos que isso não seria fácil.

Então olho para o céu, meu guia com suas estrelas.

Vem o aconchego da noite, e a doce melodia que me faz esquecer os problemas.

Renovo-me com esse amor à vida, e aos olhos que fazem os meus brilharem.

A existência é um travesseiro que acolhe minha cabeça dolorida.

Então, descanso, e reúno minhas forças, está tudo em meu peito.

E não há fumaça que obstrua essa respiração.

E não há carranca que arranque meu sorriso. 

E não há fim de mundo que acabe com o meu.

E amanhã haverá sol, mesmo que chova.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sola do sapato

O afogamento é inevitável quando se luta para não ser você mesmo.

É tão triste reduzir-se a ser uma imagem.

Alguns podem não entender do que é feita a vida.

Engasgam-se com suas arrogâncias e prepotências.

E, brincando de Deus, deparam-se com sua pequenez.

Pisar é fácil, não dói nada.

Mas do chão se pode ver melhor a sujeira na sola do seu sapato.

Então toda esta autoridade se derrete no meu sangue quente e cheio de fúria e amor.

E fico mais forte para fazer da dor a ponte para o meu riso.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Desimportâncias

O que importa se o céu está cinza?

O sorriso dela traz o sol, a lua e as estrelas ao mesmo tempo.

O que importa se está frio?

O amor dela me aquece e aconchega.

O que importa se me sinto triste?

Num estalar de dedos, ela consegue me fazer feliz.

O que importa se o mundo está acabando?

No mundo dela estou sempre protegido.

O que importa se isso é apenas um sonho?

É com os olhos fechados que posso verdadeiramente existir. 

domingo, 2 de novembro de 2014

Olhos coléricos

A doença se espalha rapidamente.

É a fúria de quem ainda precisa pisar em algo.

É a falta de um tempo em que não se podia viver.

Ruas silenciosas ecoam as vozes daqueles que não puderam falar.

Um dia de céu cinza, escombros de quando éramos humanos.

Na fumaça dos canos, vidas se esvaindo.

Em cada par de olhos coléricos, a cegueira de quem grita para que os gritos sejam calados.

Tossindo a poeira do que um dia poderíamos ter sido.

Mentem para si mesmos sobre o que desejam.

Mas vão se despindo dos seus pudores, até que a farsa do amor se transforme na carranca de um ódio injustificado.

Eles não sabem de nada, transformando a revolta em destruição.

E no amanhã, não haverá germinação de flores neste terreno.

E das nossas cores, ficarão o preto e o branco dos dias em que era proibido sorrir.

sábado, 1 de novembro de 2014

Numa cafeteria salmantina

Estou bebendo minha Alhambra numa cafeteria salmantina, perto da calle Toro.

O sentimento de alegria é grande, após uma semana difícil.

Mas aqui estou, vivo, forte, com o espírito mais encorpado do que nunca.

Já está tudo bem.

Mas melhora.

No som ambiente, começa a tocar "Black Hole Sun".

Ótimo sinal.

Já simpatizo com esta cafeteria.

Já tenho em mente a ideia de voltar muitas vezes, simplesmente por isso.

"Este lugar foi feito pra mim", penso comigo mesmo.

Eis que, então, logo após a música do Soungarden, começa "Smells Like Teen Spirit".

Assim, na sequência.

Minha alma entra em orgasmo, e, juro, meus olhos marejaram nesse momento.

Que trilha sonora é essa?

Tudo fica maravilhoso, eu, a Alhambra, o pão tostado com queijo de cabra e geleia, e o som que faz meu coração vibrar.

Na mesma proporção, crescem minhas expectativas para a sequência da playlist.

Chega "Under The Bridge", do Red Hot Chili Peppers.

Nada mau! Nada mau!

Então, começa a tocar "Barbie Girl".

É hora do último gole de Alhambra.

É hora de ir embora...