quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Refém do silêncio

O vento sopra, congelando-me para sempre.

Não me pergunte o tamanho da dor.

Neste exato momento, as coisas fazem sentido para alguém.

Neste preciso segundo, alguém está sorrindo por aí.

Mas eu não consigo daqui.

Pensava que estaríamos juntos sob qualquer circunstância.

Mas sinto este vazio que não se preenche.

Sou refém do silêncio, e queria tanto o seu conforto.

Sinto-me quebrável e exposto.

É a tristeza de quando não se pode fugir de si mesmo.

Cambaleando, ainda caminho.

Mas não posso chegar até você.

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