quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Banquete no banheiro

Bola de fogo no estômago, um incêndio de enormes proporções.

Sim, isso deve ser dito.

Se me incomoda, tenho mais um pouco de diversão.

E nunca vou me esconder.

Me disseram que sou louco, então saí por aí.

Me disseram que sou louco, então fui respirar.

Descasque essa fruta com cuidado.

Não se deixe flagrar, maldito comedor de lixo.

Engasgue-se, guloso.

O prato principal está por vir.

Agora sou eu que estou na sua frente.

Esqueça todo perdão e piedade.

Abra a boca, vou enchê-la de salsichas podres.

Isso é apenas você.

Eu sei que isso é seu, por que a repulsa?

Abra a boca, beba toda a água da privada.

Não, não vomite agora, isso é tão nojento! 

Apenas sei que nunca me enganei.

Não há motivos ou justificativas para procurar.

Nada vai me convencer.

Nada vai me parar.

Eu vou rasgar todas essas folhas.

Coma mais, e mais, e mais.

Está com fome?

Então coma mais, e mais, e mais.

É tão branco, tão marrom.

Coma mais, e mais, e mais.

Nada mais importa, esqueça o odor.

Coma mais, e mais e mais.
  
E limpe toda essa sujeira.

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