domingo, 20 de julho de 2014

O lobo e as hienas

O lobo solitário uiva para a lua.

Não há mais espaço para seu antigo lamento.

Força, imponência, cansaço.

Conquistou o céu para jogar-se do precipício.

Logo abaixo, hienas salivam à espera da carne fresca.

Tão raro, tudo é questão de oportunidade.

E ao seu modo rasteiro, alimentadas de resquícios e sobras, elas sobrevivem, elas vencem, elas riem.  

Vida e dor podem se tornar um belo banquete.

Lobo da lua, lobo da angústia.

Agora é apenas carcaça.

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