segunda-feira, 7 de abril de 2014

Tão melhor, tão menor

Minta mais uma vez.

Estou pronto para esta violência.

É mais fácil misturar tudo a fazer escolhas. 

Sei que serei louco, porque não sou igual a isso.

A água limpa seu rosto, desmancha a pintura.

Eu sempre conheci a verdade.

Não, eu não sou uma escada.

Sou apenas aquilo que você jamais vai entender.

Não, eu não sou uma escada.

Enquanto rio, estou atento às entrelinhas do que você diz.

E não me importo, nada disso me interessa.

Em você, morte viva, máscara que escraviza.

Tão melhor, tão menor.

A ambição contamina todo este lago.

Nada pode não ser seu.

Tanta vaidade neste jogo obscuro, com falsas luzes que só fazem enganar.

Arranque a pele do seu rosto, deixe pingar seu sangue, sua verdade mais suja.

O chão é nossa morada, o fim do brilho e da mediocridade.

O chão é nossa morada, onde nos apagamos ou permanecemos.

2 comentários:

Patrícia Pinna disse...

Boa tarde, Bruno. Vi você no blog da B e resolvi conhecer o seu espaço, já estou seguindo!
Adorei a linguagem com que escreve os seus poemas, tão fortes, tão intensos.
Escolhas são sempre difíceis, umas menos do que outras, mas o que deve prevalecer é a verdade, que como sempre digo, é redentora e a ninguém enlouquece.
Tenha um dia de muita paz.
Beijos na alma.

http://refugio-origens.blogspot.com.br/2014/04/intenso-abandono.html
(blog onde colaboro)

http://redescobrindoaalma.blogspot.com.br/2014/04/o-caminho.html
(blog pessoal)

Bruno Mello Souza disse...

Oi, Patrícia!

Poxa, que bacana, fico feliz que tenhas gostado do DC.

Muito obrigado pela visita e por seguir o blog. Sempre serás bem-vinda.

Beijos.