sexta-feira, 4 de abril de 2014

Outro lado

A lâmina está na minha mão.

Vou fazer a barba.

O veneno está no armário.

Vou matar alguns ratos.

A janela está em minha frente.

Vou observar a paisagem.

A corda está debaixo da cama.

Vou brincar de escoteiro.

O trânsito está intenso.

Vou atravessar para o outro lado.

4 comentários:

Franciéle Romero Machado disse...

Assim é o cotidiano, cheio de desafios em chegar ao outro lado, claro que isso não se aplica a todos os fatos, mas na verdade esse outro lado não seria o complementar?
Abraços e uma boa noite!

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pela visita, Franciéle!

Abraços.

B. disse...

Acabei de escrever um texto, com o mesmo intuito que o seu. Talvez eu consiga compreender parte da sua angústia, meu amigo. É uma decisão ambígua, como a vida toda o é. Mas enquanto se pode aguentar, é melhor olhar para o que temos, o que conseguimos até hoje e permanecer do lado de cá. Há muito ainda para desvendarmos, vivermos.
Boa sorte e melhoras, caso o texto seja verídico.

Obs: Sempre haverá uma luz, algo, no qual possamos nos agarrar.

Bruno Mello Souza disse...

Oi, B.

É sempre muito bom ler as tuas palavras aqui. Muito, muito obrigado, de verdade.

Beijo.