domingo, 30 de março de 2014

Da dor à dádiva

Isso não é chuva, é apenas o céu derretendo.

Conversando com os anjos, ouvindo os demônios.

Passo a passo, sem chegar a lugar algum.

Foram tantos e tantos dias.

Fomos vendidos sem saber, não queremos ter donos.

Agora o tempo está se esgotando.

Até quando suportaremos este ácido em nossas entranhas?

Da dor à dádiva a distância é mínima, mas tão árdua.

Traga-me um remédio, faça-me dormir.

Lutando, ganhando, lutando, perdendo.

Braços erguidos, cabeça baixa.

2 comentários:

Franciéle Romero Machado disse...

Lindo poema, profundo e reflexivo! Traz em si verdades inevitáveis, a face da realidade.

Abraço e uma boa tarde! ^^

Bruno Mello Souza disse...

Oi, Fran!

Muito obrigado pelas palavras e pela visita!

Beijo, e boa tarde pra ti também.