segunda-feira, 10 de março de 2014

Boneco inanimado

Malditos sejam os ruídos deste lamento interminável.

Aqueça-me com seu fogo, incendeie meu rosto.

Colisões são destrutivas, combinações impossíveis.

Tudo vai pelos ares, minha pobreza de espírito anuncia o fim.

Diversão, prazer, corte irremediável em meus nervos.

Tudo o que somos é um equívoco.

Tantas almas rastejam no esgoto implorando piedade.

Eu apenas aguardo, sem saber exatamente o quê.

Deixo meu tempo passar escutando vozes do absurdo.

Acabe com isso, mate-me com essa corrente invisível.

Deixe que o vento me leve e me traga um pouco de vida.

O silêncio destrói, palavras reprimidas sufocam e dão náuseas.

Acaricie, beije, esvazie, acaricie, beije, encha novamente com seu sopro.

Esqueça a reação, estou desanimado.

Largue-me numa gaveta, sempre fui um boneco inanimado.

4 comentários:

Fernando disse...

Olá Bruno

Fico um tempo sem voltar aqui, mas é sempre bom vir no seu blog e tentar interpretar seus poemas. :)
Grande abraço
Blog Fernu Fala II

Bruno Mello Souza disse...

Olá, Fernando!

Muito obrigado pela visita.

Abraços.

José María Souza Costa disse...

CONVITE, para Bruno Mello Souza
Passei por aqui lendo, e, em visita ao seu blog.
Eu também tenho um, só que muito simples.
Estou lhe convidando a visitar-me, e, se possível seguirmos juntos por eles, e, com eles. Sempre gostei de escrever, expor as minhas idéias e compartilhar com as pessoas, independente da classe Social, do Credo Religioso, da Opção Sexual, ou, da Etnia.
Para mim, o que vai interessar é o nosso intercâmbio de idéias, e, de pensamentos.
Estou lá, no meu Espaço Simplório, esperando por você.
E, eu, já estou Seguindo o seu blog.
Força, Paz, Amizade e Alegria
Para você, um abraço do Brasil.
www.josemariacosta.com

Bruno Mello Souza disse...

Olá, José Maria!

Muito obrigado pela visita!

Abraços!