terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Sub-imundo

Ele é o aperitivo em sua mesa de centro.

Cuspa o caroço, roa um pouco mais.

Corte o pão, divida-o em pedaços.

Coma as vísceras, especiarias com cheiro de sangue.

Ele é o mau cheiro no banheiro.

Limpe tudo, liberte-se dos germes.

Seque o chão, ele fede à urina.

Tire-o do caminho com soda cáustica.

Ele é o fim que nunca acaba.

Ofereça diversão barata, no sub-imundo tudo funciona assim.

Manche sua roupa de vermelho, uma cor passional.

E ria mais alto, para que todos possam lhe ouvir.

2 comentários:

Realidade Caótica disse...

Belo Texto, mas devo confessar que li duas vezes para poder pegar algumas partes que não consegui assimilar na primeira leitura.
Até mais. http://realidadecaotica.blogspot.com.br/

Bruno Mello Souza disse...

Olá!

Muito obrigado pelo comentário!

Abraços.