domingo, 2 de fevereiro de 2014

Crianças despretensiosas

O calor em minha pele faz borbulhar o sangue em meu coração.

O vento frio não alivia, machuca ainda mais.

Este desequilíbrio custa minha paz.

Ainda cuido deste jardim, venha visitá-lo.

Ainda estou aqui, não esqueça que eu existo.

Deixe-me compartilhar um pouco dessa saudade com você.

Abra sua porta, prometo ser a melhor visita.

Toda a esperança do mundo se reuniu em mim.

E logo depois, tudo se foi como fumaça, em direção ao céu.

Não enxergamos nossas asas, mas o universo vai providenciá-las.

Vamos fechar os olhos, deixar-nos flutuar sem medo.

Estes dias podem ser muito melhores, mais vivos e coloridos.

Vamos jogar nossas tintas nessa paisagem cinza, como se fôssemos crianças despretensiosas.

Vamos nos despedir do ontem, um velho amargurado que nos aparta de nossos sonhos.

Vamos deixar o amanhã, que tanto nos poda, sozinho com suas neuroses e preocupações. 

Vamos nos dar o direito de sorrir, abraçar o hoje, este bobo inconsequente louco para ser feliz.

4 comentários:

Fernando disse...

Olá Bruno
Venho em seu blog e descubro sua mudança de layout. preciso fazer isso no meu também.
Gostei do final do poema pq precisamos de certa forma resgatar nossa criança despretensiosa interior.
Abraços
Blog Fernu Fala II

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pela visita, Fernando!

Abraços!

Realidade Caótica disse...

Adorei o texto, o desejar sempre ser criança, na verdade não é nem um desejar, mas o sempre carregar um pouco da forma de ver o mundo quando eramos criança. Muito bom.
Até mais.

Bruno Mello Souza disse...

Opa, valeu pelo comentário!

Grande abraço.