sábado, 11 de janeiro de 2014

Pseudomarginais

Eles estão deitados no sofá, cheio de pulgas.

Tudo é tão vulgar, fétido como suas reais intenções.

Infeste-me com essa doença.

Cubra-me com os trapos sujos, deixe-me asfixiado.

São pseudomarginais, imundos que tomam banho de piscina bebendo champanhe.

Fingem que sabem voar, criaram uma nova gaiola.

E mesmo quando terminarem de lhe consumir, não estarão satisfeitos.

Este desgosto não é nenhuma novidade.

Mas cada um escolhe para onde prefere ir.

E você mais uma vez pensará que está feliz.

E você mais uma vez pensará que é livre.

2 comentários:

Fernando disse...

Olá Bruno
Poema forte hem.
Tenho que trabalhar para nunca ser um pseudomarginal um dia.
abrsss
Blog Fernu Fala II
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Bruno Mello Souza disse...

Olá, Fernando!

Muito obrigado pela visita.

Abraço.