quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Meu vício, minha compulsão

Areia nos seus pés, secura na minha boca.

Mergulhe-me no seu corpo, é meu instinto mais primário.

Afogue-me na sua alma, é meu desejo mais profundo.

Tenho seu cheiro sem um frasco, gostaria de poder guardá-lo.

Tenho você passando em meus vasos sanguíneos, meu vício, minha compulsão.

A abstinência está me matando.

E não quero me reabilitar, porque você me faz bem.

2 comentários:

B. disse...

Vícios chegam a um ponto que se tornam males. No começo tudo é muito prazeroso, mas depois nosso corpo-alma ficam intoxicados deste tal alguém (ou sentimento). Um dia precisaremos nos livrar dele, quer queiramos, quer não.

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pela participação, B.!

Beijos.