sábado, 25 de janeiro de 2014

Malditos trogloditas

Suor, saindo por todos os poros.

Barulho, cheiro de urina.

Rostos, estampas doentias.

Corpos, movidos por cordas invisíveis.

Malditos trogloditas, perderam o controle.

Malditos trogloditas, abaixem as suas armas.

Malditos trogloditas, saiam daqui.

Malditos trogloditas, fiquem longe.

Fedor, a tantos isso parece agradar.

Inocência, falsidade e cinismo.

Mentiras, alegria e fumaça.

Sociabilidade, justificativa e cavalgada.

Malditos trogloditas, devorando tantas almas.

Malditos trogloditas, vou arrancar-lhes o brinquedo.

Malditos trogloditas, não olhem nada.

Malditos trogloditas, não toquem nada.

E fiquem longe.

Fiquem longe.

Apenas fiquem longe...

2 comentários:

Fernando disse...

Olá Bruno
Seu poema me fez lembrar os recentes protestos no país em que os manifestantes eram vistos ou foram pintados como trogloditas, Pode não ter nada a ver, né rs; assim como os rolezinhos em shoppings, onde os jovens eram os trogloditas qe deveriam sair dali.
Grande abraço

Bruno Mello Souza disse...

Olá, Fernando!

Muito obrigado pela visita!

Abraços.