sábado, 18 de janeiro de 2014

Contemplação

Fecho os olhos, procuro a mim mesmo.

Me encontro, sorrio, me emociono, e volto.

Vivo a calmaria, abandono as convulsões da minha alma.

Não tenho tudo, mas ainda tenho este coração bobo e pulsante.

Diminuo a rotação, e se não alcanço as estrelas, busco a luz e o brilho de que preciso dentro do meu peito.

Ainda tenho água, mas já não a deixo transbordar.

Ainda tenho um nó na garganta, mas já não me deixo sufocar.

Dedico-me a contemplar, observando a passagem do tempo, sem tentar prendê-lo, sem querer pará-lo.

Definitivamente, a paz não é inimiga da tristeza.

2 comentários:

Drê disse...

Gostei do que tu escreveu. Da forma que tu escreveu. E fiquei pensando se, de fato, a paz não é inimiga da tristeza. Ao final, acho que tens razão. Mesmo triste, é possível ficar em paz.

Bruno Mello Souza disse...

Oi, Drê!

Muito obrigado pela visita e pelo comentário!