sábado, 7 de dezembro de 2013

Pessoa

Sozinho na mesa, com a garrafa de cerveja.

Há meia hora era o dono do palco, mas agora não é dono nem de si mesmo.

Algumas estrelas apagam-se muito rapidamente, mas ele volta a acender todos os dias.

Nos olhos tristes, resquícios daquele texto.

Sem a maquiagem, vai de rei a plebeu.

O ator e seu personagem, tão duplo, tão único.

Sem a plateia, transmuta-se do espírito mais elevado para o ser humano mais banal.

E quem disse que as banalidades não podem ser bonitas e impactantes?

Após o espetáculo, do Fernando ficou apenas a Pessoa.

Nenhum comentário: