domingo, 29 de dezembro de 2013

Déspota do esgoto

Rasteja na calçada de sempre.

O cheiro é algo insuportável e costumeiro.

Ele está fingindo a doença porque precisa disso.

Um ladrão, um golpista, um rei das artimanhas.

Julgado, agora ele caminha.

Jurado, agora ele é um milionário.

Sentado no trono, ele é mais do mesmo.

Déspota do esgoto, vitorioso para acabar com tudo.

Quebrando as regras, mentindo até que a manada acredite nele.

E vai nos dar a liberdade como uma dádiva.

É só uma desculpa para fazer o que bem quer.

Tudo é uma justificativa falsa para consumir nossos corpos e almas.

Esconde o rosto sujo como um carrasco. 

Ele é um carcereiro que pouco se importa.

E vai levar todo o ouro em troca da alforria.

2 comentários:

Edna Rosa disse...

Olá.
Gostei do poema. reflexivo!
a maneira que você menciona em terceira pessoa, ora conhecida, ou desconhecida, faz com que outros sujeitos os representem.

Feliz 2014.
Edna Rosa
http://modarosaestacoes.blogspot.com.br/

Bruno Mello Souza disse...

Oi, Edna!

Que bom que gostaste. Estás convidada a voltar mais vezes. Sempre serás bem-vinda.

Beijos, e feliz 2014 pra ti também.