domingo, 17 de novembro de 2013

Um milhão de possibilidades

Eu sou o ar que você respira.
Sou o perfume que se fixa em sua pele.
Sou o chão que reverencia cada passo seu.

Eu sou a brisa que beija o seu pescoço.
Sou a toalha que abraça o seu corpo.
Sou o espelho que explica e detalha cada traço da sua beleza.

Eu sou o diário que aguarda suas intimidades.
Sou o abajur que ilumina sua noite insone.
Sou o chocolate que derrete lentamente em sua boca.

Eu sou o sabonete que se deleita entre seus dedos.
Sou o pente que acaricia o seu cabelo.
Sou o travesseiro que decifra seus sonhos mais indiscretos.

Eu sou aquilo que posso ser, tão longe, não sei quão perto.
Sou a vontade que não se explica e não passa, desafiando palavras, querendo fazer-se destino.
Sou a poesia cafona, piegas, mas verdadeira, que expressa todo o bem que não posso gritar aos quatro ventos.

Eu sou a fração e o universo, o equilíbrio e a loucura.
Sou um milhão de possibilidades, alternativo a mim mesmo, completamente egoísta e extremamente altruísta.
Sou tudo o que você quiser que eu seja. 

2 comentários:

B. disse...

Romântico e apaixonado, ideal para o momento que também estou vivendo.
Surpreendeu-me este seu poema Bruno. Talvez por você quase sempre tratar de temas mórbidos e sórdidos. Mas é bom te ver assim, "apaixonado".

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pelo comentário, B.!

Beijos.