sábado, 23 de novembro de 2013

Prisioneiros

Os fogos explodem no céu.

Promessas e mais promessas povoam a mente.

Como se tudo pudesse mudar depois da contagem regressiva.

Seremos os mesmos, nós e nossas misérias.

Nosso fardo é repetir todos os dias o mesmo dia.

Estamos presos esperando pela luz do sol.

Conte as uvas, pule as ondas.

Nada muda, nada mudará jamais.

Um, dois, dez, trinta ou trezentos e sessenta e cinco.

É a pena que estamos cumprindo para o resto de nossas vidas.

É o crime que desconhecemos.

Sem saber se é justiça ou capricho.

Sem saber se isso é dor ou anestesia.

2 comentários:

Franciéle Romero Machado disse...

Cada um tem sua visão diante de uma fato, para alguns é o início de um novo ciclo (isso se as pessoas tiverem consciência) e para outras de que nada vai mudar e tudo permanece igual, o que não se pode discordar. Isso pode depender da nossa visão sobre isso, alguns veem com esperança e outros com pessimismo...embora a mudança seja pequena essas duas emoções em equilíbrio são essenciais para a continuidade, não esperar que algo "caia do céu" com um novo ano, mas também ter espírito de mudança como "esse ano preciso fazer coisas que não fiz"! Acho que assim, ótimo poema para reflexão! *-*

Abraços e um bom domingo.
Aguardo sua visita.

Bruno Mello Souza disse...

Oi, Franciéle!

Muito obrigado pelo comenrário, excelente reflexão.

Abraços, e bom domingo.