quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Prisioneiro do tempo

Todos são desconhecidos nesta sala fechada.

A menina chora enquanto espera aquele que nunca voltou.

O homem calvo toma a frente, despertando todos os demônios.

Está agressivo e pronto para explodir.

Ele exclama com um livro na mão.

A criança brinca, não sabe nada do que se passa.

São tantos os gritos, é tão grande a dor em minha volta. 

Oh, eu apenas observo.

As folhas voam, elas queimam, fomos enganados.

Estamos apodrecendo, chegou a escuridão, revelou-se a verdade.

Eu sei o que aconteceu, e isso faz o meu estômago doer intensamente.

Tudo é criação mental, um pesadelo criado para perturbar e destruir.

Mas ainda existe amor, sem regras ou freios.

Existe a luz do dia logo ali fora.

Somos todos feitos de carne, osso, sangue e um coração pulsante. 

E se meus sonhos forem reais em outra época?

E se eu for dono de mim mesmo em uma linha que não posso alcançar?

E se minha existência é a minha única certeza, continuarei procurando a chave em cada canto.

Ainda estou aqui, mais forte.

Ainda estou aqui, preso.

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