sábado, 30 de novembro de 2013

Explosão

O vento leva a poeira em um dia cinza.

A bomba está prestes a explodir, levando nossas vidas e nossos sonhos.

Oh, era tanto o que desejávamos para o amanhã.

Sorrisos, flores e significados...

O que foi pago ainda é um vazio.

O celular toca, chamado por um número desconhecido.

Eis a derradeira armadilha. 

Quem é que nos odeia por isso?

Quem é que tenta me enforcar todas as noites?

Quem é que insiste em me asfixiar enquanto tenho tanto ainda para viver?

Bum, ensurdeci.

O chão está vermelho.

Meu sangue, minhas lágrimas, meu fim que se arrasta por esses minutos tão longos.

Estou me esvaindo aos poucos, chorando o ontem, lamentando o hoje, vendo o amanhã partir como os grãos de areia, despedindo-se entre meus dedos.

Cenário de guerra, ouço as sirenes, a dor e o desespero.

Sinto-me em melancólica paz.

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