quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Guerra permanente

Luta, resistência, desistência.

Seja aquilo que lhe mandam.

Gravatas, regatas, sapatos ou tênis, tanto faz.

Venda o que tem dentro de você.

O ringue imaginário está montado.

É você contra todos, essa é a regra que estão tentando lhe impor.

Nada do que você diga ou pense fará diferença.

Estão nos colocando em guerra permanente, somos apenas fantoches divertindo nossos senhores.

Somos competidores sem linha de chegada.

Estamos entregando nossas vidas para satisfazer homens que desconhecem nossa existência.

Jaulas, gaiolas, celas ou escritórios, tanto faz.

Nosso sangue está nos cálices de uma festa para a qual não fomos convidados, embriagando nossos reis.

E nossas horas são segundos.

Valor a mais, ponto substituível mas indispensável.

Valor a menos, continuando no jogo sem poder jogar.

2 comentários:

B. disse...

Seu texto me fez refletir sobre a manipulação, em todos os sentidos. Somos manipulados o tempo todo pra atender aos paradigmas da sociedade.

Bruno Mello Souza disse...

Verdade, B.

Muito obrigado pela visita.

Beijos.