sábado, 10 de agosto de 2013

Pequena Miss Sunshine

Nunca havia me interessado por assistir a "Pequena Miss Sunshine". Não sei exatamente o porquê. Mas hoje veio a calhar de o filme estar passando na tv, e resolvi dar uma olhada. E lhes digo, não me arrependi.

"Pequena Miss Sunshine" é anos-luz melhor, mais profundo e inteligente do que eu imaginava que pudesse ser. E, ao mesmo tempo em que tem seus elementos de reflexão, o faz de maneira leve, divertida. É o tipo de filme que faz o espectador, ao seu final, sentir-se feliz.

Nele, são tratados temas interessantíssimos e sempre atuais, como crises familiares, suicídio, isolamento, medo de rejeição, competitividade e padrões estéticos.

O filme tem personagens com luz própria, personalidades que flutuam entre o clichê e o instigante, e que fazem o espectador envolver-se na trama, aparentemente bobinha: um pai de família que é um perfeito idiota, dividindo o mundo em "vencedores" e "perdedores"; um irmão mais velho isolado e auto-apartado dos parentes; um tio homossexual e suicida; um avô desbocado, machista, preconceituoso, mas que no fundo possui bom coração; e uma mãe que tenta manter a estabilidade em meio a todo este ambiente. E, claro, cabe destacar a personagem principal, a pequena Olive (Abigail Breslin), absurdamente carismática e encantadora. 

Com certeza, "Pequena Miss Sunshine" não se encontra na lista dos maiores filmes que vi na minha vida. Mas é, indubitavelmente, um dos muito bons filmes que já assisti. Ao oscilar entre o drama e a comédia, faz refletir sem tornar-se pesado e angustiante. Àqueles que até hoje não viram (como no meu caso), recomendo consistentemente. Vale a pena.

2 comentários:

B. disse...

Eu gostei do filme! E de tratar, como você disse, temas sérios a partir do humor.

Bruno Mello Souza disse...

É muito bacana, mesmo, B.

Beijos.