sexta-feira, 9 de agosto de 2013

2043

Janeiro de 2043.

Alberto Noronha recém havia sido empossado como Presidente da República.

Tinha uma carreira política brilhante e ascendente.

Chegara ao ápice, nos braços do povo.

75% dos votos, eleito em primeiro turno, esmagadora e inquestionavelmente.

Sentou-se à mesa presidencial, acendeu um charuto, e pediu os jornais, para não apenas ler, mas apreciar, degustar as manchetes e notícias sobre a sua pessoa.

Ao folhear, deparou-se com uma charge, que o apresentava com nariz e orelhas avantajados.

Seus olhos marejaram, e a voz embargou, enquanto era observado pelos seus assessores.

Saiu correndo, chorando, com as mãos cobrindo o rosto.

E anunciou a renúncia ao cargo.

Não podia suportar tamanho bullying.

2 comentários:

Diego D' Avila disse...

Poderia acontecer assim com o Feliciano, rs.

Saudades de te ler Bruno. Estive ausente, mas retornando aos poucos. Abraços.

Bruno Mello Souza disse...

Hahahaha, melhor que o Feliciano nem se eleja, isso sim!

Muito obrigado pelas palavras, Diegão.

Abraços.