segunda-feira, 8 de julho de 2013

Última diversão

É tão cedo para você ir embora.

Ainda temos muita angústia alheia para nos divertir.

Queimando as entranhas com nossas salivas.

Torça a faca em meu peito, faça-me sorrir.

Olhe para mim enquanto me destruo.

Doença sem cura, morrendo e sangrando como um porco no abate.

Ninguém pôde ouvir meus gritos.

E agora estou me divertindo na montanha russa.

Me divertindo na montanha russa.

E comendo balas de morango.

Montanha russa, roleta russa...

Balas de morango, balas de chumbo...

Montanha russa...

Balas de chumbo...

Balas de morango...

Roleta russa...

2 comentários:

B. disse...

Gostei dos trocadilhos Bruno. A verdade é que podemos estabelecer relações de "dependência" com as pessoas, as quais, nos fazem sofrer, mas ainda assim seguimos persistindo nisso. É meio que um "sadomasoquismo", do qual não nos livramos com facilidade. Ao mesmo tempo que te faz triste, te faz feliz.

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pelo comentário, B.!

É sempre muito bom ler as tuas palavras por aqui.

Beijos.