segunda-feira, 15 de julho de 2013

Martelo quebrado

Diga-me do que gosta.

Diga-me do que devo gostar.

Julgue sem ler, ver ou saber.

Seja a superioridade que nos guiará!

Minta um pouco.

Defina o certo e o errado.

Quebrarei o martelo, rasgarei o veredicto.

Junte o que está no chão.

Dê uma lição equivocada.

O casal faz uma bela apresentação patética na tela da tv.

Sincronia perfeita dos corpos, rostos falsos sorrindo pela melhor pontuação.

A que horas posso ir embora?

E quanto mais você quiser que eu seja igual, mais eu serei diferente.

E quanto mais você me obrigar a comer, mais eu vou querer vomitar.

Sem pedais, sem grosserias.

Sem preconceitos, sem a sua estupidez.

Algo que valha algo ainda será encontrado no deserto. 

E então seremos espíritos menos pobres e mesquinhos.

E aprenderemos a entender as regras sem receitas prontas.

Porque somos todos parte da mesma massa, e cantaremos alguma música juntos.

Suicidas que amam a vida, Pollyannas descrentes, palhaços tristes e velhos amargurados banhados em leite condensado, todos estarão olhando para o mesmo céu.

Sim, a coragem de quem desistiu será melhor compreendida.

E então os significados serão desnudados, sem máscaras, sem coroas, e sem cruzes.

2 comentários:

Fernando disse...

Olá Bruno
Seu texto em alguns momentos lembrou o que acabei de escrever. rs

Julgue sem ler, ver ou saber.

Seja a superioridade que nos guiará!

Mto bom mesmo.
gde abrsss
Blog Fernu

Fala II

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Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado, Fernando!

Vou dar uma olhada no teu texto, fiquei curioso!

Abraços.