sábado, 29 de junho de 2013

Aprisionado

Paredes de madeira áspera são a moldura do meu corpo deitado.

Estou acordado durante toda a noite, sentindo frio.

Sinto-me tão desconfortável e tolo.

Do outro lado, gemidos e palavras aleatórias.

Estão distraídos demais para ouvir meus gritos.

E tudo o que eu desejava era estar lá.

Se soubesse que seria assim, não teria vindo.

Mas agora é tarde demais.

E se acabar agora, ainda assim não acabará.

E se começasse agora, isso seria apenas um sonho.

Está escuro aqui, e as horas se arrastam. 

Preso e sem volta.

Preso e aguardando.

Quero dormir, mas não consigo.

Quero dormir, mas não estou em paz. 

E a luz chegará quando eu estiver esgotado.

E a luz se apagará quando eu estiver pronto para ir embora.

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