domingo, 19 de maio de 2013

Enterrado na cama

Pelos furinhos da persiana, o dia surge e vai embora.

O tempo passa lentamente, mas rápido o suficiente para que me sinta culpado.

O corpo não responde, e a cabeça não suporta a pressão.

Os afazeres jogados na mesa são a materialização de uma angústia que nunca passa.

Alma em estado avançado de decomposição.

Ao invés de terra, edredons, lençóis e cobertores.

Estou enterrado em minha cama.

Descansando sem paz...

2 comentários:

B. disse...

Penso que estou me sentindo assim. No conforto de minha cama, onde, ficarei por muito tempo, até que esse rebuliço interno, passe.

Bruno Mello Souza disse...

Espero que o rebuliço interno passe logo, B. Mas sei que tem coisas que só passam no tempo certo, assim é a vida.

Beijo.