quinta-feira, 25 de abril de 2013

Vontade de poder

O relógio marca a hora de ir embora.

Mas ele se recusa, quer escrever a história.

Tropeçando e seguindo sem que ninguém lhe impeça.

Tic-tac na mente, ele permanecerá errando.

De dose em dose construiu o que é hoje.

Está pronto para colocar pra fora tudo o que lhe dá náuseas.

E amanhã ele será diferente.

Perdedor, talvez, mas mais vivo do que nunca.

Salivando à espera do prato principal.

Querendo querer cada vez mais.

Colocando fogo em Roma, deliciando-se com suas próprias fraquezas.

E deixando-se dominar pela sua vontade de poder nietszcheana.

Sim, ele é apenas mais um escravo sem senhor.

Tão somente mais uma alma sombria presa aos becos da vida...

2 comentários:

Diego D' Avila disse...

Grande Bruno, não posso deixar de vir aqui, você sempre tem textos com ótima qualidade. Quanto ao "Vontade do Poder" me identifiquei muito. Confesso que não entendo exatamente o que nosso filósofo Nietz estabelece neste termo. Mas vindo dele, acredito que devo concordar ou, ao menos, querer entender. Quanto àquilo que a personagem principal sente e deseja externar, compartilho. Aliás, eis-me aqui, sombrio nos becos, que não encontro saída, da vida. Me escondendo em minhas fraquezas e me "desimportando" cada vez mais com detalhes super estimados por aqueles que não respeitam o tempo. Senhora Roma que hoje se expandiu em demasia e toma conta do mundo. Abraços meu camarada.

Bruno Mello Souza disse...

Muitíssimo obrigado pelo comentário, Diegão!

Abraços!