quinta-feira, 18 de abril de 2013

Macabra doçura

A plateia lota o grande circo.

Senhoras e senhores, vai começar mais um espetáculo inesquecível.

Pegue a pipoca e o refrigerante.

No picadeiro, o homem e a serra elétrica.

Sob os holofotes, um outro homem encapuzado.

O barulho motorizado faz com que todos se levantem.

O sangue começa a jorrar.

As famílias deliram.

Os olhos do garotinho brilham.

O vovô e a vovó se deleitam.

Os gritos e gemidos de desespero misturam-se ao som de um delírio coletivo.

Êxtase e fascinação tomam conta do ambiente.

Porém, a festa chega ao fim.

Entranhas e pedaços compõem o cenário de macabra doçura.

Foi bom enquanto durou.

Valeu cada centavo.

Mas é hora de ir embora.

Não sem antes comprar um espetinho na saída...

4 comentários:

Reylton_Lennon./ disse...

Poema lírica e bela que poderia servir de inspiração para os filmes de terror ou jogos mortais!!! Que macabro!

Bruno Mello Souza disse...

Ae, Reylton!

Muito obrigado pela visita e pelo comentário. Volte sempre!

Abraços

B. disse...

Realmente muito macabro, o que me chama a atenção, rs. Ainda mais, o espetinho no final, muito bom! kkk

Bruno Mello Souza disse...

Hehehehehe!

Muito obrigado pela participação, B.!

Um beijo grande.