domingo, 21 de abril de 2013

Dona Saudade

Dona Saudade, como a senhora gosta de me visitar!

Chega por aqui, e não arreda pé!

Tento demovê-la de suas ideias, tento fazê-la ir embora, um pouquinho que seja.

Mas não, você não se vai!

Ah, Dona Saudade, a senhora sabe o quanto me tortura?

Estou invadido pelas coisas que me dizes todas as noites, antes de dormir.

Num olhar, num toque, num cheiro, num doce sabor de existir de maneira especial...

A senhora está em tudo!

Não entenda como desdém, não me interprete mal...

Mas vá dar uma voltinha, um pouco da sua ausência pode me trazer alguma paz.

Quando o esquecimento se transformar em lembrança, poderei respirar mais aliviado.

Um sorriso, uma palavra, um sonho, um toque no telefone, qualquer coisa pode servir para que a senhora se afaste um pouco de mim.

E me deixe viver um pouquinho... 

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