terça-feira, 16 de abril de 2013

Dançando com a vida

O sol se despede mais uma vez.

E mais uma vez estou entregue a uma inércia que sufoca meu espírito.

Te vi, mas não te olhei.

É quando fecho meus olhos que te enxergo melhor.

E quando me calo, te declamo uma doce poesia de amor.

Alguns passos certeiros e milimétricos precederam o único erro e uma queda.

Dancei com a vida, mas tinha de partir.

Enquanto olhava para ela, eu sonhava.

Mas depois que fui, os sorrisos cessaram, e o portal para a outra dimensão rapidamente se fechou.

A vida é um deboche, e gargalha bem na cara daqueles que um dia tiveram esperanças no amanhã.

No entanto, alguns sabores permanecem presentes em meu paladar.

Minutos e segundos mágicos foram embora sem deixar vestígios.

Ainda tento, na escuridão absoluta, te encontrar através do teu perfume.

Mas a busca vã me faz retornar sem respostas e sem alento.

Talvez mais um copo me faça dormir melhor e anestesie a dor do vazio entre as memórias, os desejos e a realidade.

2 comentários:

B. disse...

Um tanto quanto louco, meu caro Bruno! haha, Um texto que nos deixa na dúvida e até acredito que o final possa ser visto de forma subjetiva. Um relato sobre a vida e a morte, abordado de forma peculiar, metafórica e interessante. Muito, muito, muito bom!

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado, B.! É sempre uma alegria te receber por aqui!

Beijão.