sexta-feira, 19 de abril de 2013

A moça e o telefone

Clara estava sozinha em seu quarto.

Seu coração transbordava.

Olhava para o telefone, e pensava sem parar.

Ligar ou não ligar?

O coração dizia sim.

O cérebro dizia não.

Queria rever o rapaz que outrora a fizera feliz.

Queria encontrar o sapo na esperança de que ele voltasse a ser príncipe.

Estava entre a dignidade e um anseio quase incontrolável.

Faltava apenas apertar a tecla de chamada.

Mas a razão soprou-lhe ao ouvido.

Se ele não se dignava a procurá-la, o melhor a fazer era manter o silêncio.

E, a despeito da dor aguda que invadia o seu peito, deixar tudo como estava...

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